A equipe do Programa de Educação Tutorial da Faculdade de Economia da Universidade Federal do Acre finalizou o monitoramento de preços realizado entre 08 e 15 de abril em Rio Branco. Os dados revelam um cenário de contrastes. Enquanto o preço médio geral de alguns cortes caiu, a variação entre supermercados e açougues exige atenção redobrada do consumidor.
No geral, os preços tiveram maior subida nos supermercados. O impacto maior foi para o Músculo, com uma alta expressiva de +22,77%, seguido pelo Fígado, que disparou +20,96%. O Acém também pesou mais no carrinho, subindo +4,94% nesses estabelecimentos.
Nos açougues: o cenário foi diferente. O Músculo subiu de forma mais moderada (+3,74%) comparado aos mercados, mas o Fígado registrou alta de +6,18%.
Cortes como Agulha (+5,62%) e Contra Filé (+5,89%) tiveram aumentos mais sentidos aqui do que nos grandes centros de compras.
Onde houve alívio?
Se você procura Picanha, os supermercados foram a melhor opção, com uma queda real de -6,14%. A Alcatra também apresentou uma redução significativa de -12,55% nos supermercados, enquanto subiu levemente nos açougues (+0,96%).
Aumentos generalizados em cortes populares como o Acém (+6,22% na média) e o Fígado (+7,78% na média) impactam diretamente a segurança alimentar e o orçamento das famílias que já lidam com outros custos fixos. Este mês, a regra de ouro é: cortes nobres e Alcatra estão mais compensatórios em supermercados, enquanto alguns cortes com osso e a cartela de ovos podem ter melhores oportunidades em açougues, dependendo da regional.
