Especialistas querem fortalecer a sociobioeconomia na Amazônia

Evento realizado pela Embrapa reuniu instituições e especialistas para construir agenda estratégica alinhada ao Plano Nacional de Desenvolvimento da Bioeconomia

Redação
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A construção de estratégias para fortalecer a sociobioeconomia e a bioeconomia inclusiva na Amazônia esteve no centro dos debates da Oficina de Planejamento Integrado Territorial para ações de Pesquisa, Desenvolvimento e Inovação (PD&I), realizada nesta sexta-feira (8), em Rio Branco. O encontro aconteceu no Sebrae Acre e reuniu representantes de instituições públicas, pesquisadores e organizações ligadas ao desenvolvimento sustentável da região.

Promovida pela Embrapa, a oficina teve como objetivo definir prioridades para os próximos cinco anos, alinhadas ao Plano Nacional de Desenvolvimento da Bioeconomia (PNDBio), considerando as características e potencialidades dos territórios amazônicos.

Durante o evento, foram apresentados os resultados de mais de 30 oficinas realizadas entre 2024 e 2025, além de um mapeamento de iniciativas em sociobioeconomia desenvolvidas na região amazônica.

O pesquisador da Embrapa, Roberto Porro, destacou que o encontro busca aproximar ciência, comunidades e instituições para construir soluções conectadas à realidade amazônica.

Segundo ele, a proposta é estabelecer uma agenda integrada que fortaleça cadeias produtivas sustentáveis e valorize os conhecimentos e práticas locais.

“A ideia é ouvir os diferentes atores do território para identificar demandas prioritárias e orientar ações de pesquisa, desenvolvimento e inovação voltadas à sociobioeconomia amazônica”, afirmou.

Ainda de acordo com Roberto Porro, o planejamento integrado é essencial para transformar potencialidades da floresta em oportunidades de geração de renda, conservação ambiental e inclusão social.

A oficina também reforçou a importância da articulação entre instituições de pesquisa, setor produtivo, cooperativas e comunidades tradicionais para consolidar modelos econômicos sustentáveis na Amazônia.

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