Acre ignora o 10º Chocolat Festival Amazônia: 300 produtores em Belém

Evento tem expectativa de reunir 100 mil visitantes em quatro dias e gerar algo em torno de R$ 15 milhões. Nem a empresa mais sofisticada do Acre no segmento confirmou presença

Itaan Arruda
Agência Pará/Divulgação.

Belém sedia mais um evento sobre Bioeconomia. A cidade recebe, de 23 a 26 de abril, a 10ª edição do Chocolat Amazônia 2026. O evento deve reunir cerca de 300 produtores regionais. A expectativa dos organizadores é que cerca de 100 mil pessoas visitem os expositores durante os quatro dias de feira. O Acre está ausente deste encontro. Nem a loja mais sofisticada do segmento no Acre confirmou presença. A Secretaria de Estado de Agricultura e o Sebrae/AC também não estarão presentes.

A cadeia produtiva do cacau é apresentada pelo Governo do Acre como prioritária. Há, inclusive, um convênio de quase R$ 2 milhões com o Sebrae para organizar um plano de negócios para que, uma vez equacionado os gargalos da produção do cacau no Acre (nativo ou de cultivo), o fluxo de comercialização ocorra com agilidade e lucratividade para o produtor.

Mas sem observar o que os fóruns mais importantes do cacau estão discutindo fica cada vez mais difícil fazer a engrenagem funcionar. No Acre, não há, em relação ao cacau, a mesma disposição que existe em relação ao café.

A 10ª edição do Chocolat Amazônia 2026 terá boa parte da programação ocorrendo no Hangar Convenções e Feiras da Amazônia. A entrada é gratuita.

O evento não ocorre em Belém à toa. Depois de duelar com a Bahia por vários anos, o Estado do Pará responde por 51% da produção de cacau no país.

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