Pecuarista relaciona fiscalização remota com “quebradeira dos municípios”

Instrução Normativa ou PL em tramitação na Câmara dos Deputados devem levar propriedades agrícolas de pequenos produtores à falência e, como consequência, a frágil economia dos municípios

Itaan Arruda
Fiscalização precisa acontecer. "O Estado precisa agir, mas com prudência". (Foto: Whisley Ramalho)

Em entrevista ao agro24cast, o pecuarista Geraldo Pereira Maia foi categórico. “O [representante do] Estado não pode sair do escritório com a vontade de punir”, sugeriu Pereira. “Se o Estado resolve penalizar, multar, ou embargar essas propriedades pelo satélite, você fecha o Estado do Acre”. 

A afirmação do pecuarista vem de um dado que ele buscou no IBGE de que 27% dos cidadãos do Acre são produtores rurais e 13% dependem direta ou indiretamente da atuação destes produtores. Segundo Pereira, os dados do Prodes mostram que em todos os municípios do Estado há registros de algum tipo de irregularidade ambiental.

A lógica do raciocínio dele se fundamenta justamente nisto: se 40% da população têm alguma relação (direta ou indireta) com a agricultura e com a pecuária e 80% do Estado tem problemas de ordem ambiental, então, se o monitoramento remoto e a atuação do Estado, “tratando o produtor como criminoso”, forem executadas com rigor, tudo isso somado inviabiliza economicamente o Acre. “Você quebra cem por cento das pequenas cidades. Não é brincadeira”.

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