Indústria cresce 1,8% em janeiro e interrompe sequência de quedas

Alta foi puxada por produtos químicos, veículos e derivados de petróleo; na comparação anual, indústria avançou 0,2%

Luiz Eduardo Souza

A produção industrial brasileira cresceu 1,8% em janeiro de 2026 na comparação com dezembro, na série com ajuste sazonal, segundo dados divulgados pelo IBGE. O resultado representa o melhor desempenho mensal desde junho de 2024, quando a indústria havia avançado 4,4%.

Na comparação com janeiro de 2025, o setor registrou alta de 0,2%, interrompendo três meses consecutivos de resultados negativos. Em novembro de 2025, a produção havia recuado 1,4%, seguida de queda de 0,5% em outubro e de 0,1% em dezembro.

Mesmo com a recuperação recente, o nível da produção industrial ainda está 15,3% abaixo do recorde histórico registrado em maio de 2011, embora permaneça 1,8% acima do patamar observado antes da pandemia, em fevereiro de 2020.

O crescimento na passagem de dezembro para janeiro foi disseminado, alcançando 19 dos 25 ramos industriais pesquisados. Entre os setores com maior impacto positivo estão produtos químicos, com alta de 6,2%, veículos automotores, reboques e carrocerias, que avançaram 6,3%, e coque, derivados de petróleo e biocombustíveis, com crescimento de 2%.

Outros segmentos que contribuíram para o resultado foram indústrias extrativas (1,2%), metalurgia (4,1%), máquinas, aparelhos e materiais elétricos (6,5%), bebidas (4,1%), produtos de metal (2,3%) e equipamentos de informática, eletrônicos e ópticos (3,3%).

Por outro lado, algumas atividades registraram retração no início do ano. O principal impacto negativo veio do setor de máquinas e equipamentos, que recuou 6,7%, acumulando perda de 11,8% em dois meses. Também apresentaram queda produtos alimentícios (-0,8%) e celulose, papel e produtos de papel (-1,9%).

Entre as grandes categorias econômicas, bens de consumo duráveis registraram o crescimento mais intenso em janeiro, com alta de 6,3%, recuperando parte das perdas acumuladas no final de 2025. Também avançaram bens de capital (2%), bens intermediários (1,7%) e bens de consumo semi e não duráveis (1,2%).

Apesar da melhora no início do ano, a média móvel trimestral da indústria recuou 0,1% no trimestre encerrado em janeiro, indicando continuidade da trajetória de desaceleração observada desde outubro de 2025.

No acumulado de 12 meses, a produção industrial brasileira registra crescimento de 0,5%, segundo o IBGE.

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