Varejo de alimentos recua no país e acende alerta para cadeia agro no Acre

Queda no varejo pressiona consumo e pode frear demanda por produtos do campo

Redação
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O varejo brasileiro começou 2026 em queda e o cenário deve impactar diretamente o consumo de produtos ligados à cadeia agropecuária, como carnes, hortifruti, grãos e itens industrializados derivados da produção rural. De acordo com o Índice do Varejo Stone, publicado neste mês, as vendas no Brasil recuaram -1,3% em janeiro, na comparação com dezembro, e despencaram -5,6% em relação ao mesmo mês do ano passado.

Mesmo sendo um indicador voltado ao comércio, o relatório mostra que o único segmento com alta no mês foi justamente o que tem ligação direta com o campo: hipermercados, supermercados, produtos alimentícios, bebidas e fumo, que cresceu +1,4% na comparação mensal. Na prática, esse dado é importante para o Acre porque o consumo de alimentos é uma das principais engrenagens da economia local. Supermercados são um dos principais canais de escoamento da produção regional e o setor influencia diretamente o preço pago ao produtor, a demanda por carne, leite, farinha, frutas e hortaliças.

Apesar da alta mensal, o relatório destaca que o setor de alimentos ainda segue em queda no comparativo anual: -4,2% em relação a janeiro de 2025, indicando que a recuperação é frágil e ainda não consolidada.

Juros altos e endividamento apertam consumo e podem frear alimentos no varejo acreano

O relatório aponta que, mesmo com mercado de trabalho resiliente, o consumo segue travado por dois fatores principais: juros elevados e endividamento das famílias

Segundo a análise da Stone, esse ambiente tende a afetar diretamente locais onde o custo logístico é mais alto e os preços finais no varejo frequentemente ficam acima da média nacional – como o Acre, especialmente em produtos alimentícios industrializados.

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