O Custo Acre também esteve presente na entrevista do superintendente do Dnit no Acre, Ricardo Araújo. O engenheiro explicou que cada quilômetro pavimentado com a técnica do macadame hidráulico tem custo variado entre R$ 2,5 a R$ 3 milhões.
A técnica consiste em utilizar base de 30 centímetros com pedras graúdas, preenchidas com pó de pedra e mais 8 centímetros de capa asfáltica. No caso da BR-364, quanto mais a obra se dirige ao Oeste (quanto próximo de Cruzeiro do Sul), mais caro vai ficando o custo por causa do transporte da pedra, que vem de Rondônia.
Ricardo Araújo ofereceu uma comparação. O quilômetro pavimentado apenas com o melhoramento da base com brita tem custo oscilando entre R$ 1 milhão e R$ 1,2 milhão.
No caso específico da BR-364, o trecho em que o solo é de tabatinga, a argila que faz do Acre ser classificado na engenharia de estradas como o pior solo do Brasil para a construção e pavimentação de estradas, está entre os municípios de Manoel Urbano a Cruzeiro do Sul (nas proximidades do Rio Liberdade).
A linha de argumentação de Ricardo Araújo é que o orçamento do Dnit para 2026 vai servir para dar manutenção da estrada. Os trechos que precisarão ser reconstruídos (justamente entre Manoel Urbano e o Rio Liberdade) serão necessários recursos adicionais. É aí que ele faz o apelo ao envolvimento da bancada federal do Acre. “A importância dessa estrada é, sobretudo, social. E a decisão pela manutenção dela é de natureza política”, avaliou o engenheiro.
