Acre tem terceira menor malha vicinal do país, aponta estudo

Observando apenas a malha terciária, a extensão é de apenas 941,92 quilômetros

Itaan Arruda

O Grupo de Pesquisa e Extensão em Logística Agroindustrial, da Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz, da USP, em parceria com a Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), elaborou um estudo sobre as estradas vicinais (ramais) em todo país. O Acre é o primeiro a ser analisado.

Um dado importante desse estudo inédito foi a criação de um indicador que relaciona a região em questão com os investimentos necessários. É o Índice de Priorização das Estradas Vicinais (Ipev). O argumento para criação desse indicador está fundamentado em fatores econômicos e ambientais.

“O levantamento expõe a dimensão do problema ao analisar as estradas vicinais de todas as regiões brasileiras e apontar onde os investimentos são mais urgentes para evitar perdas econômicas, sociais e ambientais”, afirma o estudo. Não observar a importância das estradas vicinais, acarreta em um custo adicional para o setor agropecuário de R$ 16,2 bilhões em todo país.

De acordo com o estudo, o Acre possui a terceira menor malha vicinal, com 10,3 mil quilômetros de estradas. “Considerando-se apenas a malha terciária, a extensão de 941,92 quilômetros é a segunda menor do Brasil”, pontua o documento. 

Das cinco microrregiões do Acre (regionais), apenas Rio Branco, localizada ao leste do Estado, foi classificada como alta prioridade, apresentando “alto Ipev” e “alta produção”. É a região que já foi classificada pelo Governo do Acre como Zona Especial de Desenvolvimento (ZED).

Apesar de ter produção pecuária relevante, a região do Alto Acre não foi classificada como de “alto Ipev”.

Custos de investimento

A demanda anual de investimentos para adequação e manutenção das estradas terciárias da microrregião altamente prioritária é de R$ 25,79 milhões, distribuídos em:

•Adequação da malha em condições precárias: R$ 25,61 milhões (99,3% do total).

•Manutenção da malha em condições adequadas: R$ 183,7 mil (0,70% do total).

O baixo volume destinado à manutenção demonstra que, na malha atual, apenas uma pequena parcela das estradas classificadas se encontra em condições regulares ou boas. Assim, são necessárias intervenções intensivas para adequação visando alcançar o padrão mínimo para trafegabilidade.

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