Inácio Moreira rebate acusação de “cabide de emprego” na Peixes da Amazônia

Ex-presidente da ANAC afirma que empresa tinha auditoria, sócios privados e comando técnico, e desafia críticos a apontarem qualquer nome indicado politicamente.

Luiz Eduardo Souza

Inácio Moreira também comentou as críticas de que a Peixes da Amazônia teria funcionado como um “cabide de emprego”. Segundo ele, a acusação não se sustenta diante da estrutura da empresa e do perfil dos responsáveis pela administração ao longo dos anos.

Ele lembrou que, no período de operação, a indústria chegou a empregar cerca de 250 pessoas, mas que as contratações seguiam critérios técnicos. “A empresa, quando começou a ficar com dificuldades de capital de giro, entrou o Fábio, que foi para dar uma esperança. E até quando eu fui presidente da Peixes da Amazônia, fui para cumprir um papel que era a recuperação judicial, que não é um papel fácil — é fechar dívidas, pactuar com acionistas, organizar a casa. Os únicos presidentes que não eram acionistas foram o Fábio Vaz. Então foi cabide de emprego de quem? Preciso de um nome”, afirmou.

Moreira disse que as acusações ganharam força com a desinformação espalhada nas redes sociais, mas que ninguém nunca apresentou um caso concreto. “Já ouvi que lá foi cabide de emprego, e hoje, com as redes sociais, as pessoas falam sem averiguar o que estão dizendo. O que eu quero é que falem os nomes: ‘Fulano de tal, indicado do deputado tal, foi colocado lá’. Eu quero saber quem era, porque eu não conheço nenhum caso”, declarou.

Ele reforçou que a estrutura da Peixes da Amazônia e a presença de auditorias impediam qualquer uso político da empresa. “Os sócios colocaram meio milhão ali, tinha auditoria, e a gente tinha que responder muita coisa. Não tinha espaço para isso”, completou.

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