Os agricultores de base familiar marcaram para o dia 7 de julho (terça-feira) uma grande mobilização em frente à Assembleia Legislativa do Acre para exigir que sejam mantidas as obras de beneficiamento nos ramais. O grupo decidiu a data quando cobrava mediação da Aleac para fazer com que o Deracre apresentasse os cronogramas de obras nos ramais.
Durante reunião com o vice-presidente da Comissão de Agricultura da Aleac, deputado estadual Eduardo Ribeiro (Republicanos), e com Gene Diniz (Republicanos), os representantes do Sindicato Rural de Rio Branco e do Sindicato dos Trabalhadores Extrativistas e Assemelhados ouviram o áudio do diretor de Ramais do Deracre, Celso Sousa. O grupo considerou a situação “muito grave”.
No fim da tarde, quando a presidente do Deracre, Sula Ximenes, pediu exoneração do cargo, ficou mais evidente o quadro geral da administração pública em torno da infraestrutura rodoviária para o agricultor de base familiar. O grupo não faz defesa de Sula Ximenes. A saída só deixa ainda mais explícita a falta de comando.
Os agricultores querem uma audiência pública mediada pelo parlamento para fazer com que o Deracre apresente o cronograma de obras e datas. Durante a reunião com os deputados foram feitas duras críticas à atuação da Prefeitura de Rio Branco e também ao próprio parlamento. Não houve consenso em torno da data para a realização da audiência pública. A Aleac só teria o dia 8 de agosto para a realização da audiência pública. O grupo não aceitou e disse que faria uma mobilização que forçaria o parlamento a se adequar à pressão dos agricultores.
O vice-presidente da Comissão de Agricultura, deputado Eduardo Ribeiro, deve informar a Prefeitura de Rio Branco, Ministério Público, Deracre e Incra que apresentem, no dia 7 de julho, o que os órgãos têm feito na área de infraestrutura rodoviária.
Uma das linhas de defesa dos trabalhadores é que os “ramais principais” sejam classificados como AC’s (estradas estaduais). Eles entendem que, desta forma, a transparência sobre as obras nessas estradas seria maior. Os “galhos” ou “braços” (estradas que se conectam ao ramal principal), afirmam os produtores, precisam ser adotados como prioridade pelo Governo do Acre e pelas prefeituras.
