O Ministério da Agricultura e Pecuária publicou a Portaria nº 907/2026, que define o direcionamento dos recursos do Fundo de Defesa da Economia Cafeeira (Funcafé) para o financiamento da cafeicultura brasileira na safra 2026/2027.
Ao todo, serão destinados R$ 7,36 bilhões para operações de crédito voltadas ao setor cafeeiro em diferentes modalidades, incluindo custeio, comercialização, aquisição de café, capital de giro e recuperação de cafezais danificados.
A maior parte dos recursos será aplicada no crédito de comercialização, que receberá R$ 2,71 bilhões. O crédito de custeio contará com R$ 1,61 bilhão, enquanto o Financiamento para Aquisição de Café (FAC) terá R$ 1,70 bilhão.
O governo também direcionou R$ 1,15 bilhão para capital de giro destinado às indústrias de café solúvel, torrefadoras e cooperativas de produção. Além disso, outros R$ 180 milhões serão usados na recuperação de cafezais atingidos por problemas climáticos e outras situações adversas.
Segundo a portaria, os recursos serão distribuídos entre instituições financeiras autorizadas a operar o Funcafé, conforme critérios que ainda serão definidos pelo Ministério da Agricultura.
O texto também prevê mecanismos de redirecionamento dos recursos entre linhas de crédito e instituições financeiras, caso haja baixa utilização dos valores inicialmente contratados. A medida busca garantir maior eficiência na aplicação do dinheiro e ampliar o acesso dos produtores ao financiamento.
A portaria ainda estabelece que bancos e instituições integrantes do Sistema Nacional de Crédito Rural interessados em operar os recursos deverão seguir regras de credenciamento que serão divulgadas pela Secretaria de Política Agrícola.
O Funcafé é uma das principais fontes de financiamento da cafeicultura brasileira e atende produtores, cooperativas e indústrias ligadas à cadeia do café em todo o país.
