O mercado do cacau segue operando em patamares elevados em 2026, refletindo um cenário internacional ainda marcado por restrições na oferta e forte demanda da indústria. Na bolsa de Nova York, principal referência global, os contratos futuros da commodity têm sido negociados entre US$ 8 mil e US$ 9 mil por tonelada, mantendo o produto entre os mais valorizados do agronegócio no período recente.
A alta nos preços está diretamente ligada aos problemas enfrentados pelos principais produtores mundiais, especialmente na África Ocidental. Países como Costa do Marfim e Gana, responsáveis por mais de 60% da produção global, registraram quedas significativas na safra devido a condições climáticas adversas, como excesso de chuvas e doenças nas lavouras.
Com a oferta reduzida e os estoques globais em níveis mais baixos, o mercado segue pressionado, enquanto a demanda da indústria de chocolate permanece aquecida, contribuindo para sustentar as cotações em níveis historicamente elevados.
No Brasil, os reflexos já são sentidos pelo produtor. A arroba do cacau, com 15 quilos, vem sendo comercializada, em média, entre R$ 300 e R$ 400, podendo alcançar valores superiores dependendo da qualidade do produto e da região produtora, com destaque para estados como Bahia e Pará.
Apesar do cenário favorável aos preços, especialistas apontam que o mercado deve continuar volátil ao longo do ano, com possibilidade de oscilações conforme novas informações sobre a produção global e a recomposição dos estoques.
A tendência, no entanto, ainda é de sustentação das cotações no curto prazo, diante de um equilíbrio apertado entre oferta e demanda no mercado internacional.
