O Centro Nacional de Monitoramento e Alertas de Desastres Naturais (Cemaden) oferece pluviômetros a 10 municípios do Estado do Acre. A medida faz parte de uma série de ações previstas no Novo Programa de Aceleração do Crescimento (Novo PAC), que vai destinar R$ 50 milhões para o programa de Monitoramento e Alerta de Desastres.
Os municípios do Acre contemplados pelo programa são: Assis Brasil, Cruzeiro do Sul, Epitaciolândia, Feijó, Manoel Urbano, Marechal Thaumaturgo, Rodrigues Alves, Santa Rosa do Purus, Sena Madureira e Tarauacá.
De acordo com o Cemaden, 212 municípios serão contemplados. Atualmente, 1.133 municípios já são monitorados. Os alertas feitos pelas Defesas Civis (dos Estados e dos Municípios) ganham em agilidade quanto maior for a rede de municípios monitorados. O Cemaden informa às defesas civis e aos estados sobre as condições climáticas e os Municípios e defesas civis estaduais tomam as decisões. Para a área rural, o instrumento também melhora a qualidade e precisão das informações, melhorando a possibilidade de reação dos agricultores aos eventos climáticos extremos.
A distribuição dos equipamentos para os 10 municípios do Acre está prevista para acontecer agora, na primeira fase do Novo PAC. A meta do Cemaden é ampliar a cobertura da rede, aproximando-se da totalidade dos cerca de 2,1 mil municípios mais vulneráveis a riscos de desastres em função dos eventos climáticos extremos.
“Considerando a previsão de recursos adicionais do Novo PAC (da ordem dos R$60 milhões), o Cemaden estima que, até o fim de 2026, sua rede de monitoramento se aproxime da totalidade dos 2,1 mil municípios suscetíveis à ocorrência de desastres geo-hidrológicos”, diz o Cemaden em material oficial de divulgação.
Rio Branco é o único município do Acre a ter Plano Municipal de Redução de Risco

O Município de Rio Branco é o único do Acre a finalizar o Plano Municipal de Redução de Risco. Trata-se de um trabalho meticuloso e detalhado de mapeamento de pontos críticos de vulnerabilidade para eventos climáticos extremos. A Defesa Civil é quem faz esse trabalho.
“Eu me arrisco a dizer que nós somos a única do Norte a ter esse plano”, orgulha-se o chefe da Defesa Civil de Rio Branco, Cel. Cláudio Falcão. “Só para que se tenha dimensão do quão difícil é ter esse instrumento na gestão, São Paulo, com mais de seiscentos municípios, apenas quarenta têm esse plano”.
Falcão tem trabalho em regime de parceria com várias comunidades espalhadas em áreas urbanas e rurais. Foram criados informalmente o que ele chama de “Nuclidec”, os Núcleos de Defesa Civil capilarizados pelo Município. É uma rede de informação. É um exemplo de medida de resiliência.
Foi esse trabalho feito em conjunto que nasceu o Pluvipet, um pluviômetro caseiro feito com garrafa PET. A engenhoca carece de rigor científico, mas serve para dar uma referência aos técnicos da distribuição das chuvas em regiões estratégicas da cidade. A Defesa Civil de Rio Branco tem um pluviômetro instalado na sede.
O Cemaden estima que, até o fim de 2026, a rede de monitoramento se aproxime da totalidade dos 2,1 mil municípios suscetíveis à ocorrência de desastres geo-hidrológicos.
Distribuição dos pluviômetros previstos no Novo PAC
- Santa Catarina 30
- Bahia 25
- Minas Gerais 21
- Pernambuco 15
- Ceará 14
- Rio Grande do Sul 12
- Acre 10
- Amazonas 10
- Paraíba 9
- Maranhão 8
- Pará 8
- Alagoas 7
- Espírito Santo 7
- Rondônia 7
- Piauí 6
- Amapá 5
- Sergipe 5
- Mato Grosso do Sul 4
- São Paulo 4
- Mato Grosso 2
- Paraná 2
- Roraima 1
Fonte: Cemaden
