Técnica do “sequestro de bezerro” é duas vezes mais produtiva no Acre

Letícia Ferreti, da AgroF, implementou técnica de suplementação que surpreendeu pecuaristas acreanos com ganho duas vezes superior ao que é praticado no resto do país

Itaan Arruda
Letícia Ferreti, da AgroF: tudo começa com o planejamento para atender necessidades específicas de cada propriedade. (Foto: Iago Nascimento)

A engenheira agrônoma Letícia Ferreti implementou a  técnica do sequestro de bezerros no Acre com ganhos duas vezes superiores ao que é, em média, conseguido no resto do país. Mesmo em um lote de animais com uma diferença de idade e peso muito acentuada, a técnica trouxe um ganho médio diário (GMD) de massa corporal de 500 gramas.

“A média diária no Brasil é de duzentos e cinquenta gramas”, conta a engenheira agrônoma. “A técnica do sequestro de bezerro varia de acordo com a estratégia da sua fazenda: o que você quer na sua fazenda naquele período, dentro das suas necessidades”.

O lote de animais que chegaram na fazenda era muito “dispareio” (idades e pesos diversos), o que não é uma condição adequada. Mesmo assim, eles foram reunidos, apartados das mães e submetidos a uma dieta com suplementação específica Sustenutri. 

“A Sustenutri desenvolveu um produto específico para o sequestro de bezerro para atender os animais nessa fase”, informou Ferreti. “E ele substitui o leite da vaca”. Como as vacas na propriedade em questão não estavam conseguindo alimentar os filhotes de maneira adequada e o proprietário tendo que colocar as vacas em descarte, o instrumento adequado foi o sequestro com suplementação dirigida.

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