O custo da cesta básica em Rio Branco registrou alta de 0,10% em fevereiro de 2026 na comparação com janeiro, segundo a Pesquisa Nacional da Cesta Básica de Alimentos realizada pelo Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese) em parceria com a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab).
Com isso, o valor médio da cesta na capital acreana chegou a R$ 631,83 no mês. No acumulado entre dezembro de 2025 e fevereiro de 2026, porém, o custo apresentou queda de 0,91%.
Entre os 12 produtos que compõem a cesta básica pesquisada em Rio Branco, quatro apresentaram aumento de preços entre janeiro e fevereiro. A maior alta foi registrada na carne bovina de primeira, com elevação de 2,93%. Também subiram os preços do feijão carioca (2,54%), da farinha de mandioca (1,26%) e do tomate (0,93%).
O preço do arroz agulhinha permaneceu estável no período. Já outros itens apresentaram queda, com destaque para o óleo de soja (-5,27%), além de reduções registradas no leite integral, banana e café em pó.
No acumulado de 2026, quatro produtos tiveram aumento de preços na capital acreana: carne bovina de primeira (5,09%), tomate (4,96%), banana (3,85%) e pão francês (0,14%). Por outro lado, itens como leite integral, arroz, farinha de mandioca, café em pó e feijão carioca apresentaram redução.
De acordo com o levantamento, um trabalhador que recebe o salário mínimo de R$ 1.621 precisou trabalhar 85 horas e 45 minutos em fevereiro para adquirir a cesta básica em Rio Branco. Em janeiro, o tempo necessário havia sido de 85 horas e 40 minutos.
Considerando o salário mínimo líquido, após o desconto de 7,5% destinado à Previdência Social, o trabalhador precisou comprometer 42,14% da renda mensal para comprar os alimentos básicos na capital acreana. No mês anterior, o comprometimento havia sido de 42,10%.
O valor da cesta básica em Rio Branco coloca a capital entre as cidades com custo intermediário entre as capitais brasileiras pesquisadas.
