O mercado internacional de óleos vegetais registrou movimentos distintos nos preços ao longo da última semana, influenciado por fatores regulatórios, incertezas comerciais e perspectivas para o comércio global das principais commodities do setor. Segundo análise da StoneX, esses elementos ajudaram a sustentar as cotações do óleo de soja, enquanto o óleo de palma apresentou leve recuo no mesmo período.
O contrato de óleo de soja com vencimento em maio de 2026, atualmente o mais líquido, encerrou a semana em forte valorização, cotado a 61,85 centavos de dólar por libra-peso, avanço de 4,3%. Entre os fatores que influenciaram o mercado esteve o início da aplicação de tarifas globais de 10% pelos Estados Unidos, medida que trouxe incertezas ao comércio internacional, ao mesmo tempo em que especulações regulatórias no país reforçaram o sentimento positivo entre os agentes.
Durante a semana também foi confirmado o envio da proposta de RVO (Renewable Volume Obligation) para a Casa Branca. Além disso, circularam rumores de que a agência responsável deverá estabelecer uma compensação de pelo menos 50% das isenções concedidas às pequenas refinarias, cenário que contribuiu para dar suporte às cotações do óleo de soja.
No caso do óleo de palma, o movimento foi diferente. O contrato com vencimento em maio encerrou a última semana em queda de 0,91%, com cotação de US$ 1.039,61 por tonelada. A ausência de novos fatores de sustentação e as projeções de redução nas exportações foram apontadas como os principais elementos de pressão sobre os preços.
Apesar do recuo, a sequência de altas observada nos contratos de óleo de soja ajudou a limitar perdas mais acentuadas no mercado do óleo de palma, contribuindo para suavizar o movimento de queda da commodity ao longo da semana.
