Guerra no Irã pode impactar exportações brasileiras de milho e soja

Escalada das tensões no Oriente Médio acende alerta no agro, com risco de alta nos custos e dificuldades logísticas

Luiz Eduardo Souza

A possibilidade de agravamento do conflito envolvendo o Irã tem gerado preocupação no agronegócio brasileiro, especialmente no setor de grãos. De acordo com informações divulgadas pelo Canal Rural apontam que uma eventual intensificação da guerra pode afetar as exportações de milho e soja do Brasil, tanto pelo impacto direto no comércio com o país do Oriente Médio quanto pelos reflexos nos custos globais de energia.

Em 2025, a corrente de comércio entre Brasil e Irã foi de aproximadamente US$ 3 bilhões, com superávit expressivo para o lado brasileiro. O milho liderou a pauta de exportações, somando quase US$ 2 bilhões em vendas. A soja em grãos ficou em segundo lugar, com mais de US$ 560 milhões comercializados. Juntos, os dois produtos representaram mais de 87% das exportações brasileiras destinadas ao mercado iraniano no período.

Apesar desses números, o Irã responde por menos de 1% das exportações totais do Brasil, ocupando a 31ª posição entre os principais destinos dos produtos nacionais. Ainda assim, o país é considerado estratégico para o milho brasileiro, contribuindo para o escoamento da safra e para a diversificação de mercados.

Os possíveis impactos do conflito envolvem principalmente a alta nos preços do petróleo, já que tensões no Oriente Médio costumam pressionar o mercado internacional de energia. Combustível mais caro eleva os custos de transporte e produção no campo. Além disso, eventuais bloqueios marítimos, sanções ou restrições comerciais podem dificultar o envio das cargas brasileiras, afetando contratos e prazos de entrega.

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