Janeiro de 2026 consolidou um cenário positivo para a bovinocultura no Acre, com indicadores que refletem equilíbrio entre produção, comercialização e reposição do rebanho. De acordo com a Federação de Agricultura de Pecuária do Acre(FAEAC), o total de abates no mês atingiu 56.998 cabeças, crescimento de 1,458 animais em relação a janeiro de 2025, com predominância de fêmeas, que representaram 54,12% do total.
A análise por idade mostra que as fêmeas com mais de 36 meses corresponderam a 29,19% dos abates, enquanto os machos dessa faixa representaram 26,87%, evidenciando a maior utilização de animais mais maduros no processamento. Ao mesmo tempo, a saída de bovinos vivos aumentou 1.173 cabeças em relação ao ano anterior, concentrada nas fêmeas, cujo número saltou de 1.643 para 3.004 cabeças, reforçando a tendência de maior participação feminina no rebanho comercializado.
O mercado de reposição também demonstra valorização, principalmente de animais mais jovens, em função da menor oferta de bezerros. Comparativamente, os preços em Rondônia se mantêm, em média, 15% superiores aos do Acre nas categorias analisadas. As cotações da arroba seguiram trajetória de recuo na primeira quinzena de janeiro, seguida de recuperação gradual na segunda metade do mês, atingindo níveis recordes devido à firmeza da demanda e à oferta mais ajustada.
O rebanho acreano mantém solidez produtiva e distribuição equilibrada, com polos como Rio Branco, Sena Madureira e Senador Guiomard concentrando parcela significativa dos animais. Municípios como Bujari, Brasiléia e Porto Acre mostram potencial de expansão, reforçando a diversificação regional da pecuária estadual.
