Em 2026, Rondônia estima uma saída de bovinos vivos de 500 mil animais. A projeção é da Associação dos Pecuaristas de Rondônia (Apron) feita após aprovação por parte da Assembleia Legislativa da Lei de Diretrizes Orçamentárias que já prevê redução de 12% para 4% da alíquota de ICMS que incide sobre a saída de animais vivos. A medida ainda aguarda regulamentação.
A diferença em relação ao Acre consiste em alguns aspectos. Primeiro: a diferença do plantel. Rondônia tem 18 milhões de cabeças de gado. Segundo: Rondônia tem um parque frigorífico com unidades sifadas, pelo menos, com o dobro do que existe no Acre. Terceiro: diferente do Acre, um estado com forte atuação na pecuária de cria, Rondônia quer escoar gado para outros estados já na terceira etapa da produção: são animais prontos para abate. A estrutura da cadeia produtiva da carne no estado vizinho é completamente outra.
No entanto, há um aspecto essencial para o produtor de carne que unifica os cenários: a busca do pecuarista por locais onde o preço de arroba está mais valorizado. Esse é um ponto em comum.
Em declaração ao Portal Rondônia, o presidente da Apron, Adélio Barofaldi, fez a seguinte análise. “A aprovação da redução do ICMS para a saída de gado vivo é uma medida madura, necessária e responsável. Não se trata de privilégio, mas de corrigir uma distorção histórica que vinha penalizando o produtor rural e afetando, inclusive, a arrecadação do próprio Estado”.
Para Barofaldi, ainda de acordo com o Portal Rondônia, “essa decisão [redução do ICMS] traz previsibilidade ao produtor, amplia alternativas de comercialização e contribui para a reorganização econômica do setor, algo fundamental no momento de margens apertadas”.
