Raízes da Floresta é o único café a participar da chamada pública da SEE

Café produzido por família da Reserva Extrativista Chico Mendes vai assinar contrato com o Estado para fornecer 540 Kg que serão utilizados na merenda escolar

Itaan Arruda

Veio da Reserva Extrativista Chico Mendes a única família participante da chamada pública feita pela Secretaria de Estado de Educação para aquisição de produtos da Agricultura Familiar. O café especial Raízes da Floresta foi o único que apresentou projeto de venda. A proposta individual de venda não pode exceder R$ 40 mil.

Na chamada pública (012/2025), estavam programados quase 10 mil pacotes de 250g de café. “A chamada pública é para estimular a Agricultura Familiar. Uma família não pode pegar tudo”, explicou a produtora Keyti Keti, responsável pelo Raízes da Floresta. Por conta dessa restrição, Keti ficou responsável por fornecer apenas uma parte. Ficará responsável por oferecer 2.160 pacotes de 250g. Isso resulta em 540 Kg.

O café que será oferecido à merenda escolar da região é classificado como um “café especial”. Já passou por avaliações de especialistas em concursos nacionais. Keyti Keti já levou o terroir (pronuncia-se “terroá”) da Reserva Chico Mendes até para baristas experimentados da Itália em uma missão promovida pela Seagri ano passado. É esse o café que será oferecido às crianças e jovens do Ensino Fundamental da rede pública de ensino do Estado, como parte do Programa Nacional de Alimentação Escolar.

Para garantir o fornecimento com mais qualidade, o Raízes da Floresta conta com algumas parcerias. Uma das mais importantes é com a Seagri, que mantém assistência técnica regular. A família também recebeu um secador. Mas para fornecer a bebida para o PNAE, teve que ampliar a rede de parceiros. “A indústria do Café Contri vai torrar e embalar pra nós”, informou Keyti Keti.

A participação no PNAE traz à marca Raízes da Floresta a possibilidade de ampliar a oferta de produtos. A marca já vem se consolidando como “café especial”. A meta, a partir dessa experiência no programa nacional, é fazer com que a família trabalhe com uma linha de café de commodity. “É uma nova linha de negócio”, afirmou a produtora. 

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