Pesquisa da Ufac aponta alta na carne bovina e queda no preço dos ovos

Levantamento do PET Economia compara valores praticados em açougues e supermercados da capital e revela variações significativas em janeiro

Luiz Eduardo Souza
Monitoramento é feito pelo Programa de Educação Tutorial da Faculdade de Economia da Ufac nos açougues de Rio Branco. (Foto: ac24horas)

Um levantamento realizado pelo Programa de Educação Tutorial (PET) Economia da Universidade Federal do Acre (Ufac) identificou oscilações nos preços de cortes de carne bovina e ovos em Rio Branco. A pesquisa comparou valores praticados em açougues e supermercados e mostrou que alguns cortes registraram aumentos expressivos, enquanto outros apresentaram leve redução. Os dados foram coletados entre 8 e 12 de janeiro, na capital acreana.

Entre os maiores aumentos nos preços médios, o destaque foi o acém, que teve alta de 14,68%, seguido do contra filé (+11,87%). Também apresentaram elevação o filé (+3,90%), a fraldinha (+3,42%) e o patinho (+2,70%).

Por outro lado, a pesquisa identificou redução de preços em alguns produtos. A cartela de ovos com 30 unidades ficou 4,38% mais barata, enquanto a picanha teve queda de 0,64% e a pá com osso recuou 0,75%.

Na comparação direta entre açougues e supermercados, os preços foram consistentemente mais baixos nos açougues. A picanha, por exemplo, custou em média R$ 63,44 o quilo nos açougues, contra R$ 78,58 nos supermercados. O filé foi encontrado a R$ 64,21 no açougue e R$ 76,25 no mercado. Já o coxão mole custou R$ 35,14 no açougue e R$ 42,00 no supermercado, enquanto o coxão duro foi comercializado a R$ 29,59 no açougue e R$ 37,00 no mercado.

Outros cortes também apresentaram diferença significativa. A fraldinha teve preço médio de R$ 34,90 nos açougues e R$ 40,00 nos supermercados, e o fígado foi vendido a R$ 10,99 no açougue, contra R$ 12,86 no mercado.

De acordo com os dados, a diferença de preços entre açougues e supermercados varia conforme o corte, podendo ir de menos de R$ 2, como no fígado, até mais de R$ 15 por quilo, no caso da picanha, evidenciando que o local de compra tem impacto direto no orçamento do consumidor.

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