Empresária avalia que discussão sobre pedágio foi mal conduzida no Acre

Instituições de classe não debateram os impactos da concessão da rodovia a contento. Acre fica refém de decisões

Itaan Arruda
Empresários são favoráveis à concessão, mas não admitem terem ficado de fora das decisões que definiram concessão para Rondônia, deixando o Acre as empresas daqui refém das decisões de Rondônia e Brasília. (Foto: Iago Nascimento)

A presidente do Sindicato das Empresas de Logística e Transportes de Cargas do Estado do Acre (Setacre), Nazaré Cunha, avalia que as instituições de representação de classe não conduziram bem o debate sobre a concessão da rodovia BR-364.

Isso fez com que o Acre ficasse refém das decisões tomadas pelas empresas e pela Agência Nacional de Transporte Terrestres (ANTT). “Em nenhum momento foi discutido isso com o setor aqui no Acre”, reclamou. “A gente sabe que quem vai pagar a conta somos nós porque nós não vamos ter benefício nenhum. Só há benefício dentro do estado de Rondônia. Porque de Porto Velho para cá nós não vamos ter benefício nenhum”.

De acordo com a empresária, até mesmo a classe política do Acre passou à margem das decisões. Ela entende que a bancada federal do Acre poderia ter ouvido os empresários do setor e feito a defesa nos fóruns adequados em Brasília, como a ANTT, por exemplo.

Cunha lembra que os empresários do setor de transporte são favoráveis à concessão de rodovias. “De Cuiabá pra lá [regiões Sul e Sudeste], as rodovias que têm concessão, administradas por empresas, são de muito boa qualidade e isso diminui custos para nós”.

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