A presença de lodo, limo e microalgas nos bebedouros vai muito além de um problema estético: é uma porta aberta para doenças no rebanho e perdas de produtividade. Em ambientes quentes e com incidência solar, a combinação de restos de ração, saliva e matéria orgânica cria o cenário perfeito para a proliferação de bactérias e microrganismos que contaminam a água consumida pelo gado.
Segundo estudos, quando a água está suja, o animal passa a beber menos. Isso provoca queda no consumo de alimento, redução do ganho de peso e enfraquecimento do sistema imunológico, aumentando a vulnerabilidade a doenças.
A contaminação dos bebedouros favorece desde distúrbios digestivos até infecções que comprometem o desempenho do rebanho. A “massa verde” que se forma na superfície e nas paredes dos reservatórios é um indicativo claro de que o ambiente está biologicamente ativo — e perigoso para a saúde dos animais.
Não existe solução definitiva sem a limpeza física. O lodo e o limo aderem às paredes dos bebedouros e precisam ser removidos manualmente, com escovação e retirada da crosta. Já o tratamento químico entra como complemento indispensável, com o uso de cloro para eliminar bactérias e oxidar a matéria orgânica, retardando a nova formação do biofilme.
Em fazendas que trabalham com grandes reservatórios centrais, onde a troca total da água não é viável, o manejo deve seguir um padrão semelhante ao de piscinas, com cloração contínua e controle da qualidade da água.
Manter os bebedouros limpos não é apenas uma questão de higiene, mas uma estratégia direta de prevenção de doenças e proteção da rentabilidade da fazenda. Água limpa significa animais mais saudáveis, maior consumo de ração e melhor desempenho produtivo.
