A dinâmica da pecuária acreana em 2025 evidenciou comportamentos distintos entre as regiões do estado, especialmente no Alto Acre, Vale do Juruá e Vale do Purus. Os dados do boletim da DTEC/FAEAC, com base em informações do Idaf, mostram que cada região teve papel específico no avanço dos abates, da comercialização interestadual e da valorização da reposição bovina.
No Alto Acre, a concentração dos frigoríficos com inspeção federal fez com que a região respondesse por mais de 70% dos abates realizados em dezembro. Esse protagonismo reforça o impacto regional do elevado volume de abate de fêmeas observado ao longo do ano, movimento que contribuiu para o crescimento da atividade, mas também acende um alerta sobre a reposição e a manutenção do rebanho nos próximos ciclos produtivos.
Já no Vale do Juruá, o destaque ficou por conta da ampliação da saída interestadual de bovinos vivos. A região acompanhou o crescimento estadual de 74,65% nas vendas para outros estados em 2025, com forte participação de animais jovens destinados à recria. O avanço indica maior inserção do Juruá no mercado nacional, mas também influencia a oferta local de gado para abate e recria.
No Vale do Purus, o impacto mais sentido foi a valorização da reposição bovina. Categorias com maior potencial produtivo, como vacas prenhas e paridas, alcançaram os maiores preços no fim de 2025, refletindo a redução da oferta e a busca por eficiência reprodutiva. Para produtores da região, os preços elevados pressionam os custos de produção, ao mesmo tempo em que sinalizam maior valorização dos sistemas baseados na reprodução.
O conjunto desses dados mostra que, embora a pecuária acreana tenha fechado 2025 em expansão, os desafios e oportunidades variam conforme a região, exigindo estratégias diferenciadas para manter o crescimento e a sustentabilidade da atividade em 2026.
