Em audiência pública realizada na Comissão de Infraestrutura do Senado, a representante da Aprosoja (Associação Brasileira dos Produtores de Soja), Antonielly Rottoli, defendeu que fosse revisto o processo de privatização da BR-364 entre Vilhena e Porto Velho. Segundo ela, da forma como está sendo conduzida, a concessão vai prejudicar os produtores.
Em trecho do depoimento extraído da Agência Senado, Rottoli foi taxativa. “A cobrança de pedágio está autorizada para começar logo após a entrega dos serviços básicos. Não estamos falando aqui de duplicações, nem de acessos modernos; estamos falando de roçadas, tapa-buracos, ambulância e guincho. O básico, nada além do que o Dnit já deveria estar entregando com recursos públicos”.
A empresa vencedora vai ter sete pontos de pedágio que poderão ser explorados pelos próximos 30 anos. Dos quase 700 quilômetros de rodovia privatizada, haverá duplicação em apenas 92 quilômetros.
A audiência pública foi provocada por um pedido do senador Marcos Rogério (PL/RO). Ele citou estudos sobre os custos de se transitar na rodovia após a privatização. “O custo para um automóvel percorrer o trecho todo será de 130 a 165 Reais. Para os caminhões, a cobrança será feita por eixo. No caso de uma carreta com oito eixos, o custo da viagem de ida e volta chega a dois mil reais”, relatou a Agência Senado, fazendo referência à fala do senador rondoniense.
O diretor-geral da Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT), Guilherme Sampaio, garantiu que não haverá cobrança imediata de pedágio. “’Há a obrigação, por parte da concessionária, de realizar melhorias significativas de pavimento e sinalização vertical e horizontal, implementar iluminação e conectividade; para daí, após um ano pelo menos, iniciar essa cobrança de pedágio”.
O senador Sérgio Petecão (PSD/AC) afirmou que, antes de privatizar, é preciso ouvir as comunidades que serão afetadas.
(Com informações da Rádio Senado e da Agência Senado)