Safra de frutas ganha força no Acre neste início de ano

Manga, abacaxi, melancia e frutas amazônicas ampliam a oferta nas feiras e fortalecem a renda do produtor

Luiz Eduardo Souza
Preços das frutas oscilaram na Ceasa de Rio Branco em novembro, com alta da laranja e do mamão e queda da banana e da maçã. Foto: Reprodução.

O início do ano é marcado por maior diversidade e oferta de frutas no Acre, com a entrada em safra de espécies típicas do clima tropical e amazônico. Entre janeiro e os primeiros meses do ano, produtores rurais, agricultores familiares e extrativistas intensificam a colheita, o que se reflete diretamente nas feiras livres, mercados e no abastecimento regional.

Entre as frutas que ganham destaque neste período estão a manga e o abacaxi, que apresentam boa produtividade e chegam ao consumidor com preços mais acessíveis. A melancia também entra em safra, favorecida pelas altas temperaturas e pelo regime de chuvas, tornando-se uma das frutas mais procuradas neste período, especialmente para consumo in natura.

A banana, embora tenha produção ao longo de todo o ano, mantém elevada oferta neste início de ano, sustentando sua posição como uma das principais frutas da alimentação dos acreanos. O mamão segue a mesma tendência, com boa disponibilidade e forte presença nas feiras e mercados da capital e do interior.

Além das frutas mais tradicionais, espécies amazônicas começam a aparecer com maior frequência, como o açaí, bacaba e tucumã, especialmente em áreas de várzea e comunidades rurais. Essas frutas têm papel importante tanto na segurança alimentar quanto na geração de renda, sendo comercializadas in natura ou destinadas à produção de polpas.

Outros frutos regionais, como cupuaçu e graviola, ainda podem ser encontrados neste período em menor escala, principalmente em quintais produtivos e sistemas agroflorestais, reforçando a diversidade da produção local.

Para especialistas, o início da safra de frutas no Acre evidencia a importância do planejamento produtivo e da valorização da produção regional. A expectativa é de que o aumento da oferta contribua para o fortalecimento da economia rural, além de estimular o consumo de alimentos frescos e de origem local nos primeiros meses do ano.

Compartilhar esta notícia
Nenhum comentário

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *