O mercado do cacau inicia o primeiro trimestre de 2026 cercado por expectativas positivas, especialmente em relação à manutenção de preços firmes. A combinação entre oferta global ajustada e demanda aquecida pela indústria de chocolates e derivados sustenta um cenário considerado favorável para os produtores.
Nos últimos anos, problemas climáticos e fitossanitários em grandes países produtores reduziram a oferta internacional, o que segue influenciando o mercado neste início de ano. Para o primeiro trimestre, analistas apontam que a reposição dos estoques deve ocorrer de forma lenta, mantendo o equilíbrio entre oferta e consumo.
No Brasil, e especialmente na região amazônica, o cacau ganha relevância tanto pelo aspecto econômico quanto ambiental. Sistemas agroflorestais, cada vez mais adotados, contribuem para a produção sustentável e agregam valor ao produto, o que pode favorecer os preços pagos ao produtor.
No Acre, onde o cacau ainda avança de forma gradual, a expectativa é que o cenário de valorização estimule novos investimentos, principalmente por agricultores familiares interessados em diversificação produtiva e acesso a mercados diferenciados.
Para o início de 2026, a recomendação dos especialistas é acompanhar de perto o mercado internacional e as condições climáticas, além de investir em qualidade e rastreabilidade, fatores que tendem a pesar cada vez mais na formação de preços ao longo do ano.
