A reta final de 2025 foi marcada por intensa oscilação no mercado da soja, refletindo um cenário de incertezas tanto no Brasil quanto no exterior. Os preços passaram por movimentos de alta e baixa ao longo dos últimos meses do ano, impactados principalmente pelas variações do dólar, pelo clima nas principais regiões produtoras e pela demanda internacional.
No mercado internacional, a atenção esteve voltada para o comportamento da produção na América do Sul e nos Estados Unidos. Qualquer sinal de quebra de safra ou atraso no plantio gerou reação imediata nas cotações, enquanto previsões climáticas mais favoráveis pressionaram os preços para baixo em alguns momentos.
Outro fator determinante foi o câmbio. A valorização do dólar frente ao real em determinados períodos favoreceu as exportações brasileiras, sustentando os preços internos. No entanto, movimentos de correção cambial ao longo de dezembro trouxeram instabilidade e exigiram cautela dos produtores no momento da comercialização.
No Acre, onde a soja ainda ocupa áreas mais restritas, a oscilação foi acompanhada com atenção, principalmente por produtores que dependem de planejamento rigoroso para cobrir custos de produção e logística. Especialistas recomendam estratégias como venda escalonada e uso de contratos futuros para reduzir riscos em um mercado cada vez mais sensível a fatores externos.
O encerramento de 2025 deixou como lição a importância da gestão de risco no cultivo da soja, especialmente para 2026, que já começa sob expectativa de novos desafios no cenário global de grãos.
