A produção de pitaya começou antes do período tradicional de safra no Acre, e a fruta já está sendo comercializada desde setembro, mesmo com a oferta ainda limitada. No sítio da produtora Ivanna Arruda, a colheita antecipada resultou em mais de meia tonelada entre setembro e outubro, enquanto a procura dos consumidores continua aquecida.
Segundo Ivanna, o ciclo produtivo da pitaya alterna períodos de produção e descanso da planta. Em condições habituais, a principal safra ocorre entre meados de novembro e dezembro. Neste ano, porém, a fruta começou a chegar ao mercado mais cedo, resultado também de uma estratégia adotada no plantio para ampliar a produção fora da época tradicional.
“Com a nova implantação que fizemos aqui no plantio, nosso objetivo também era conseguir produzir fora de safra. De setembro até agora, em outubro, já colhemos mais de meia tonelada de pitaya fora de época”, relata a produtora.
Apesar do resultado, o volume colhido ainda não é suficiente para atender toda a demanda comercial. Ivanna explica que a quantidade disponível limita as entregas aos revendedores, o que exige priorizar outros canais de comercialização.
Atualmente, parte da produção é destinada ao supermercado Ar Super, enquanto outra parcela é vendida diretamente no ponto de venda mantido no próprio sítio. A produtora também realiza entregas para municípios como Cruzeiro do Sul, Capixaba, Tarauacá e Manoel Urbano.
A comercialização direta tem sido uma alternativa importante neste período de oferta reduzida. Segundo Ivanna, quando o ponto de venda é aberto, a produção disponível costuma acabar rapidamente, demonstrando que existe mercado para a fruta mesmo antes do início da safra principal.
“A procura continua a mesma, na verdade, está ainda mais forte. Quando abrimos a nossa venda aqui, em pouco tempo vendemos tudo. A procura está muito grande”, afirma.
O cenário indica que o desafio neste momento não é a falta de consumidores, mas a disponibilidade de frutas para abastecer o mercado. Com a produção antecipada, a propriedade consegue iniciar as vendas antes do período tradicional, embora ainda não tenha volume suficiente para ampliar o atendimento a todos os compradores.
A expectativa é que o avanço para o período habitual de colheita, entre novembro e dezembro, marque uma nova etapa da produção. Até lá, a estratégia é aproveitar a oferta antecipada e manter o abastecimento dos canais de venda já estabelecidos, enquanto a procura pela pitaya segue firme.
