Grupo de produtores rurais da Vila do V e de Porto Acre visitou o Deracre com um objetivo específico: saber qual o cronograma de obras nos ramais. A mobilização foi coordenada pelo produtor rural e ex-deputado estadual, Geraldo Pereira.
“Esse movimento representa os produtores rurais de todo o Acre”, explicou Pereira. Um dos pontos de maior necessidade apresentado ao departamento de Planejamento do Deracre foi a ponte do Riozinho do Andirá. “O que ficou esclarecido é que a obra do Riozinho do Andirá vai ter continuidade. Essa obra está parada e não pode deixar de ser feita esse ano porque a ponte velha não aguenta outro inverno. Mas já foi assinada ordem de serviço. Estamos esperançosos”.
O Deracre já se comprometeu a atuar em parceria com as prefeituras. Em Rio Branco, na região da Transacreana e também no município do Bujari. São ações e intervenções diretas que o Departamento de Estradas de Rodagem, Infraestrutura Hidroviária e Aeroportuária faz na melhoria de ramais. O órgão já mantém maquinários e cede combustível aos municípios.

Em relação à ponte sobre o Riozinho do Andirá, não há informações precisas. A liberação dos recursos de emenda parlamentar do senador Marcio Bittar (PL/AC) não está definida. O fato de 2026 ser um ano eleitoral não ajuda muito na liberação dos recursos. Há incertezas quanto à finalização da obra este ano, em função do calendário eleitoral.
Não é uma obra muito simples. A ponte tem extensão de 68 metros. É feita de concreto armado e aço. Está localizada em uma região estratégica para muitos agricultores de base familiar e até mesmo para propriedades de porte médio. Localizada no Ramal dos Paulistas, na Vila do V, em Porto Acre, a ponte fica próxima às Quatro Bocas, no Projeto de Assentamento Tocantins. É uma região importante de confluência das BR’s 364 e 317. São milhares de produtores que dependem dessa integração rodoviária para o escoamento da produção agrícola.
Geraldo Pereira lembra que os produtores rurais, após o episódio de desabamento da ponte Frei Paolino Baldassari, em Sena Madureira, estão desconfiados. “Eles acham que as pilastras não aguentam um carro de boi”, diz Pereira, em tom de brincadeira. Mas o “efeito Ponte de Sena” tem trazido uma certa descrença entre os produtores.
O grupo de produtores que visitou o Deracre está preocupado e tenta fazer com que os trabalhos de melhoramentos iniciem logo por causa da condição do solo. Na opinião deles, o solo seco compromete a qualidade do trabalho. Mas a pressa tem também outro fator em jogo. “Queremos que o Deracre divulgue logo esse calendário de obras para que os produtores rurais comecem a cobrar dos prefeitos”, sugeriu Pereira.
Esse mesmo grupo já se organiza para visitar os prefeitos de Rio Branco, Bujari, Senador Guiomard, Porto Acre, Capixaba e Plácido de Castro.
