A Prefeitura de Feijó decretou situação de emergência nas áreas afetadas por inundações após o aumento significativo do volume de chuvas nas últimas semanas. O decreto foi publicado no Diário Oficial e tem validade de 180 dias.
De acordo com a gestão municipal, as enchentes já provocaram a destruição de plantações na zona rural, afetando diretamente agricultores familiares e comunidades indígenas. Cultivos como banana, arroz, mandioca e milho foram comprometidos, deixando diversas famílias em situação de vulnerabilidade alimentar.
Levantamentos apontam que pelo menos 730 famílias da zona rural estão isoladas, além de 1.091 famílias indígenas em 12 aldeias que também enfrentam dificuldades de acesso e necessitam de apoio emergencial.
A Coordenadoria Municipal de Proteção e Defesa Civil alertou ainda para o risco de agravamento de casos de desidratação e desnutrição, principalmente entre populações ribeirinhas e povos originários.
Segundo a prefeitura, o município não possui capacidade orçamentária suficiente para atender sozinho toda a demanda por ajuda humanitária.
Este é o quarto episódio consecutivo de enchente registrado em Feijó em 2026, o que tem causado prejuízos significativos à população, à infraestrutura urbana e às atividades econômicas locais.
Com o decreto, a prefeitura está autorizada a mobilizar todos os órgãos municipais, convocar voluntários e realizar campanhas de arrecadação. Também fica permitida a dispensa de licitação para aquisição de bens e serviços essenciais ao atendimento da emergência.
Além disso, em casos de risco iminente, agentes da Defesa Civil poderão entrar em residências para prestar socorro ou determinar evacuação, bem como utilizar propriedades particulares, com garantia de indenização posterior, se houver danos.
