A cadeia produtiva da carne bovina no Brasil passará a contar com um novo grupo de trabalho voltado ao fortalecimento da rastreabilidade e da sustentabilidade. A medida foi formalizada por meio da Portaria nº 898, de 25 de março de 2026, no âmbito do Ministério da Agricultura e Pecuária.
O Grupo de Trabalho Carne Bovina Sustentável–Cadeia de Fornecimento terá como principal missão elaborar propostas que ampliem a transparência no setor, integrem bases de dados públicas e privadas e incentivem o uso de ferramentas de rastreabilidade ao longo de toda a cadeia produtiva.
A iniciativa ocorre em um cenário de maior exigência por parte dos mercados consumidores, especialmente no que diz respeito à origem da carne, ao cumprimento de critérios ambientais e à adoção de boas práticas agropecuárias.
Entre as atribuições do grupo estão a avaliação de políticas já existentes, a definição de critérios e parâmetros para práticas sustentáveis e a proposição de medidas que harmonizem diferentes iniciativas voltadas à rastreabilidade bovina.
Outro eixo importante será a interlocução entre o setor produtivo, o sistema financeiro e órgãos técnicos, com o objetivo de construir soluções que aumentem a eficiência da cadeia e incentivem a adoção de práticas sustentáveis no campo.
O colegiado será formado por representantes de áreas estratégicas, incluindo o Ministério da Agricultura, a Embrapa, entidades da indústria exportadora de carne, frigoríficos e o setor bancário. A coordenação ficará sob responsabilidade da Secretaria-Executiva da pasta.
As reuniões ocorrerão de forma periódica, inclusive por videoconferência, e o grupo poderá contar com a participação de especialistas convidados para contribuir com discussões técnicas.
O prazo inicial para conclusão dos trabalhos é de 90 dias, com possibilidade de prorrogação por mais 30. Ao final desse período, será apresentado um relatório com propostas e recomendações voltadas ao aprimoramento da cadeia de fornecimento da carne bovina.
A expectativa é que o trabalho contribua para ampliar a transparência, fortalecer a imagem da carne brasileira e atender às demandas crescentes por sustentabilidade no mercado nacional e internacional.
