No segundo dia do Curso de Formação de Barista, promovido pela Secretaria de Estado de Agricultura do Acre, nesta quarta-feira, 11, produtores e técnicos da cafeicultura participaram de uma série de aulas voltadas para a valorização do café especial e para o aprimoramento das técnicas de preparo da bebida.
A capacitação foi conduzida pela especialista Helga Andrade, que abordou desde os atributos dos cafés especiais até fatores que influenciam diretamente no resultado sensorial da bebida. Entre os temas debatidos estiveram os impactos da matéria-prima na qualidade do café, frescor e armazenamento do café torrado, além dos métodos de preparo e infusão, que envolvem técnicas de extração por gravidade ou pressão.
Durante a programação também foram discutidos aspectos como equilíbrio entre acidez e amargor, estratégias para extrair cafés com mais corpo ou mais doçura, tipos de amêndoas, além dos elementos que influenciam no preparo da bebida e uma introdução aos conceitos de extração e concentração do café.
Segundo Helga Andrade, a formação busca mostrar aos produtores o que acontece com o café após sair da propriedade rural, destacando as etapas finais da cadeia produtiva e a importância da preparação adequada da bebida.
“A cafeicultura tem uma grande importância econômica, mas também cultural, porque valoriza as pessoas e o produto local. Aqui a gente mostra o final da cadeia, o que acontece quando o café sai das mãos do produtor, passa pela industrialização e chega à torrefação e ao preparo. É nesse momento que conseguimos mostrar ao consumidor todo o trabalho e a agregação de valor que existe por trás de um café especial”, explicou.
A especialista também destacou que conhecer a história do café e compreender o contexto da bebida ajuda os produtores a fortalecer a relação com o consumidor. “Hoje em dia não vendemos apenas um produto, vendemos também uma experiência e uma narrativa. Quando o produtor conhece essa história e consegue transmitir isso ao consumidor, o café passa a ser ainda mais valorizado”, afirmou.
Helga também elogiou a qualidade do robusta amazônico produzido no Acre, que vem ganhando destaque nos últimos anos. Segundo ela, o estado tem apresentado avanços rápidos na cafeicultura.
“Já trabalho há cerca de seis anos com robustas amazônicos de diferentes regiões do Brasil e, há dois anos, tenho ajudado a levar informações sobre a qualidade dos cafés do Acre. A evolução tem sido impressionante e, em pouco tempo, outras regiões passaram a conhecer o potencial da cafeicultura acreana e as histórias dos produtores”, destacou.
O curso integra as ações do governo estadual para fortalecer a cadeia produtiva do café, incentivando a produção de cafés especiais e ampliando as oportunidades de agregação de valor e comercialização para os produtores do estado.
