As exportações brasileiras de carne bovina fresca, refrigerada ou congelada registraram forte crescimento em fevereiro. O país embarcou 235,9 mil toneladas da proteína no mês, volume 23,9% superior ao registrado em fevereiro de 2025, quando foram exportadas 190,4 mil toneladas, segundo dados da Secretaria de Comércio Exterior (Secex), do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC).
O faturamento com os embarques também apresentou avanço expressivo. A receita alcançou US$ 1,331 bilhão, alta de 41,8% em comparação com os US$ 938 milhões registrados no mesmo mês do ano passado.
Mesmo com 18 dias úteis em fevereiro de 2026, contra 20 dias úteis em fevereiro de 2025, o desempenho foi impulsionado pela valorização do produto no mercado internacional. O preço médio da tonelada exportada foi de US$ 5.640,85, aumento de 14,5% frente aos US$ 4.928,22 observados no mesmo período do ano anterior.
Outras proteínas
As exportações brasileiras de carne de frango também apresentaram crescimento. Em fevereiro, o país embarcou 460,6 mil toneladas, alta de 5,5% na comparação anual. A receita subiu 9,8%, passando de US$ 780 milhões para US$ 856 milhões. O preço médio por tonelada avançou 4,1%, chegando a US$ 1.858,16.
Já as exportações de carne suína somaram 104,3 mil toneladas no mês passado, crescimento de 3,2% em relação a fevereiro de 2025. O faturamento passou de US$ 253 milhões para US$ 262 milhões, aumento de 3,3%. O preço médio ficou em US$ 2.508,59 por tonelada, praticamente estável na comparação anual.
Resultado no primeiro bimestre
Considerando os dados de janeiro e fevereiro, o Brasil exportou 494,9 mil toneladas de carne bovina em 2026, volume 17% superior ao registrado no mesmo período de 2025, quando foram embarcadas 423 mil toneladas. A receita com a proteína bovina também cresceu de forma significativa, passando de US$ 2,034 bilhões para US$ 2,725 bilhões, alta de 34%.
No caso da carne de frango, os embarques no primeiro bimestre de 2026 somaram 907,6 mil toneladas, aumento de 2,4% frente às 886 mil toneladas exportadas no mesmo período do ano passado. O faturamento subiu 3,3%, alcançando US$ 1,714 bilhão.
Já a carne suína totalizou 217,3 mil toneladas exportadas nos dois primeiros meses do ano, crescimento de 3% sobre as 211 mil toneladas registradas no primeiro bimestre de 2025. A receita avançou 5,4%, passando de US$ 502 milhões para US$ 529 milhões.
