O setor de refino de petróleo e biocombustíveis registrou queda de 0,66% nos preços em janeiro, acumulando retração de 7,64% em 12 meses. A atividade figura entre as principais influências negativas no Índice de Preços ao Produtor (IPP), tanto no resultado mensal quanto no acumulado anual.
O desempenho reflete um cenário de preços mais baixos no setor energético, com impactos sobre cadeias como etanol e biodiesel, diretamente ligadas à produção agrícola. A retração ocorre em um momento de oscilação no mercado internacional e valorização do real frente ao dólar, fatores que também interferem na competitividade do setor.
Já as indústrias extrativas apresentaram alta de 1,39% em janeiro, segunda elevação consecutiva. Ainda assim, acumulam queda de 11,88% em 12 meses, a mais intensa entre todos os segmentos pesquisados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística.
O comportamento dos preços de petróleo e minérios, alinhado ao mercado externo, influencia custos logísticos, câmbio e arrecadação, com reflexos indiretos sobre o agronegócio, especialmente em regiões dependentes da dinâmica das commodities.
