A trajetória do Valor Bruto da Produção (VBP) do café no Acre revela uma mudança profunda na relevância econômica da atividade. Em 2025, o setor atingiu R$ 167 milhões, segundo dados do Ministério da Agricultura e Pecuária (MAPA), mais que dobrando o resultado observado no ano anterior.
O crescimento é resultado direto da combinação entre expansão da produção física e forte valorização dos preços no mercado interno. Após um período de oscilação entre 2016 e 2019 — quando o VBP chegou a recuar para R$ 14 milhões — a recuperação iniciada em 2020 ganhou força progressiva, alcançando R$ 34 milhões em 2023, R$ 65 milhões em 2024 e culminando no salto expressivo registrado em 2025.
Esse avanço altera o papel do café dentro da agropecuária estadual. Antes visto como cultura complementar, o grão passa a ocupar posição estratégica na geração de renda rural, movimentando cadeias de insumos, serviços técnicos, transporte e comercialização.
O aumento da receita por hectare também fortaleceu a capacidade de reinvestimento dos produtores, estimulando modernização de lavouras, aquisição de equipamentos e ampliação de áreas em formação. Esse movimento cria um ciclo virtuoso, no qual renda mais elevada retroalimenta ganhos de produtividade.
Com a consolidação desse novo patamar de VBP, a cafeicultura passa a integrar o grupo das atividades com maior impacto econômico no campo acreano, ampliando sua participação na composição do Produto Interno Bruto agropecuário estadual e reforçando sua importância estratégica para o desenvolvimento regional.
