Produtividade do café no Acre atinge recorde histórico

Boletim técnico da FAEAC aponta média de 3.443 Kg por hectare em 2025; Seagri reforça renovação de lavouras, crédito orientado e integração com o mercado

Luiz Eduardo Souza

A cafeicultura acreana alcançou em 2025 a maior produtividade média já registrada no Estado, atingindo 3.443 quilos por hectare. Os dados constam no Boletim Técnico da Cafeicultura divulgado pela Federação da Agricultura e Pecuária do Estado do Acre (FAEAC), que consolida análises de desempenho e perspectivas da cadeia produtiva no Acre.

Para a diretora do Núcleo da Cafeicultura da Secretaria de Estado de Agricultura do Acre (Seagri), Michelma Lima, o resultado não é pontual, mas reflexo de uma estratégia técnica contínua adotada nos últimos anos.

“A produtividade recorde de 3.443 kg por hectare em 2025 não é um evento isolado, mas resultado de uma política contínua de incentivo à renovação de lavouras com materiais clonais de alto desempenho e da intensificação tecnológica nas propriedades”, afirmou.

Segundo ela, para consolidar esse avanço nos próximos ciclos produtivos, o Estado pretende fortalecer três eixos estruturantes. O primeiro é a manutenção de uma política permanente de renovação e formação de lavouras. A iniciativa prevê apoio ao credenciamento de viveiros, estímulo à produção de mudas com alta qualidade genética e substituição gradual de materiais antigos, assegurando um parque cafeeiro mais jovem, produtivo e competitivo.

O segundo eixo envolve a integração entre tecnologia, crédito e mercado. A proposta é ampliar mecanismos de acesso ao crédito rural orientado, alinhado à assistência técnica, além de fortalecer ações voltadas à comercialização e à agregação de valor, garantindo rentabilidade sustentável ao produtor.

Por fim, a estratégia busca transformar o atual ganho de produtividade em política de Estado. “O objetivo é garantir estabilidade técnica, sustentabilidade ambiental e crescimento econômico estruturado para a cafeicultura do Acre”, reforçou Michelma.

O boletim técnico da FAEAC aponta que o momento é estratégico para consolidar o ciclo de modernização do setor e ampliar a competitividade do café acreano nos próximos anos, transformando o avanço produtivo em base sólida para expansão da cadeia no Estado.

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