A Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) avaliou como fundamental a decisão de suspender a importação de amêndoas de cacau da Costa do Marfim, destacando que a medida é estratégica para proteger a produção nacional contra o risco de ingresso de pragas e doenças e para garantir maior segurança aos produtores brasileiros.
A suspensão foi oficializada por meio de despacho do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), publicado no Diário Oficial da União, determinando a interrupção imediata e temporária das importações de amêndoas fermentadas e secas provenientes do país africano. A decisão está fundamentada no risco fitossanitário relacionado ao elevado fluxo de grãos oriundos de países vizinhos para o território marfinense, o que pode resultar na mistura de amêndoas nas cargas destinadas ao Brasil.
Embora tenha caráter temporário, a medida atende a uma demanda apresentada pelo Sistema CNA, que vinha mobilizando sindicatos rurais e as Federações de Agricultura do Pará, Bahia e Espírito Santo para reforçar junto ao Executivo e ao Legislativo a necessidade de providências preventivas. Entre as ações defendidas estava, inclusive, a realização de missão técnica ao país exportador para avaliar as condições produtivas, sanitárias e de trânsito das amêndoas.
Além da questão relacionada às importações, a CNA tem promovido debates regionais com produtores de cacau com foco no fortalecimento estrutural da cadeia produtiva. A estratégia envolve a consolidação de diagnósticos de campo, identificação de gargalos e construção de uma agenda técnica organizada por eixos como transparência na formação de preços, comércio justo, sanidade e organização produtiva.
Com base nesses levantamentos, estão sendo estruturadas frentes de atuação em parceria com entidades do setor, voltadas à ampliação da competitividade da cacauicultura brasileira e ao desenvolvimento econômico sustentável da atividade, garantindo melhores condições para a permanência dos produtores no mercado no curto, médio e longo prazo.
