A colheita da safra 2025/2026 de soja alcançou 32,3% da área semeada nos 12 estados monitorados pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), segundo boletim divulgado nesta semana. O percentual está abaixo do registrado no mesmo período do ano passado, quando os trabalhos já alcançavam 36,4%, e também inferior à média dos últimos cinco anos, de 36,6%.
O ritmo mais lento é influenciado principalmente por condições climáticas irregulares em importantes regiões produtoras. Em Mato Grosso, maior produtor nacional, a colheita lidera o avanço nacional. Já no Paraná, o tempo seco favoreceu a maturação e acelerou os trabalhos no campo, mas comprometeu o potencial produtivo das áreas que ainda estavam em enchimento de grãos.
No Rio Grande do Sul, as chuvas irregulares e de baixo volume foram insuficientes para atender à demanda hídrica da cultura. Em Goiás, embora a colheita avance, o excesso de precipitações começa a impactar a qualidade dos grãos em algumas regiões. Situação semelhante ocorre em Mato Grosso do Sul, onde as chuvas provocaram paralisações pontuais, mas beneficiaram lavouras em fase de enchimento.
Em Minas Gerais, os trabalhos avançam nas áreas de sequeiro, enquanto a umidade elevada favorece a incidência de doenças fúngicas. Na Bahia, a colheita segue acelerada nas áreas irrigadas e já começou nas áreas de sequeiro, com produtividade considerada satisfatória.
Em São Paulo, o excesso de chuvas reduz o ritmo das máquinas no campo. No Tocantins, a colheita ocorre em todas as regiões produtoras, com produtividade acima das estimativas iniciais e boa qualidade dos grãos.
No Matopiba, o Maranhão registra avanço na região dos Gerais de Balsas, enquanto no Piauí o plantio foi concluído no Norte e a colheita começou no Sudoeste, com produtividades variando conforme a irregularidade das chuvas no início do ciclo. No Pará, os trabalhos avançam nos polos da BR-163 e de Redenção. Em Santarém, no entanto, a irregularidade das chuvas afetou o potencial produtivo.
O cenário reforça que, apesar do avanço consistente, a safra segue marcada por contrastes climáticos que impactam tanto o ritmo da colheita quanto a produtividade final em diferentes regiões do país.
