Após críticas de permissionários de que a reconstrução do Mercado Municipal Elias Mansour teria sido conduzida “de cima para baixo”, o secretário municipal de Desenvolvimento Econômico, Inovação e Turismo, Cel. Bino, afirmou que houve diálogo e que a resistência inicial foi motivada por insegurança e desinformação.
“O que houve foi que a desinformação é terrível. Nós procuramos e informamos que passaria por uma reconstrução, mas houve resistência pensando nos impactos disso. Nós entendemos que era uma resistência natural”, declarou.
Segundo ele, uma das principais dificuldades foi encontrar um espaço provisório que não prejudicasse as vendas dos comerciantes durante o período da obra. De acordo com o secretário, a região central não oferecia área adequada, o que exigiu improvisos e acabou ampliando a preocupação dos feirantes.
“Era preciso encontrar um local que não fosse prejudicar as vendas das pessoas. Aqui no espaço central não tem um local, era preciso improvisar, e isso causou a resistência”, explicou.
Cel. Bino avaliou que parte dos comerciantes, acostumados há décadas ao modelo tradicional de funcionamento, demonstrou receio de queda nas vendas durante a transição. Ele também citou que a presença do Aquiri Shopping na região impactou na percepção de competitividade e insegurança.
Apesar disso, o secretário afirmou que a resistência foi sendo superada, ainda que existam reclamações relacionadas ao espaço provisório.
Sobre o prazo de entrega, ele disse que a responsabilidade direta é da Secretaria de Infraestrutura (Seinfra), mas arriscou uma previsão. “A obra será entregue, mas não posso assegurar uma data, pois isso é com a Seinfra. Mas até o final de março deve ser entregue, arrisco até o início de abril. É marca do prefeito começar uma obra e entregar”, afirmou, referindo-se ao prefeito Tião Bocalom.
A reconstrução do mercado integra o projeto mais amplo de revitalização da área central da capital e continua sendo tema de debate entre comerciantes, consumidores e a gestão municipal.
