Clima na África Ocidental pressiona mercado e amplia volatilidade do cacau

Oscilações recentes refletem sensibilidade das cotações às condições climáticas na Costa do Marfim e em Gana

Redação
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As condições climáticas nos principais países produtores de cacau seguem no centro das atenções do mercado internacional e voltaram a influenciar diretamente a formação de preços nesta semana. A Costa do Marfim e Gana, responsáveis por parcela significativa da oferta global, continuam sendo determinantes para o comportamento das cotações.

Nos últimos dias, o mercado vinha registrando oscilações moderadas, até que, na terça-feira, 10, os contratos atingiram o menor nível em dois anos. O movimento foi impulsionado por sinalizações de melhora nas condições climáticas nas principais regiões produtoras da África Ocidental, fator que reduz, ao menos momentaneamente, os temores sobre quebra de safra.

O cacau tem apresentado elevada sensibilidade a qualquer alteração nos padrões de chuva e temperatura. Pequenas mudanças nas previsões meteorológicas podem provocar ajustes rápidos nas expectativas de oferta, impactando diretamente as cotações nas bolsas internacionais.

O cenário reforça o grau de volatilidade que tem marcado o mercado da commodity nos últimos meses. Após períodos de forte alta motivados por preocupações com clima adverso e restrições de produção, o mercado reage de forma igualmente intensa quando surgem indicativos de recuperação nas lavouras.

Com a safra ainda em desenvolvimento, investidores e agentes da cadeia permanecem atentos às condições climáticas na África Ocidental, conscientes de que novos ajustes no regime de chuvas podem novamente alterar a dinâmica de preços no curto prazo.

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