As exportações do agronegócio brasileiro somaram US$ 10,8 bilhões em janeiro de 2026, conforme dados divulgados pelo Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa). Apesar do recuo de 2,2% em relação ao mesmo mês de 2025, o volume embarcado cresceu 7%, refletindo maior presença dos produtos brasileiros no mercado internacional. A queda no valor total foi influenciada pela redução de 8,6% nos preços médios internacionais.
Entre os destaques positivos do mês, o setor de carnes liderou a pauta exportadora, com US$ 2,58 bilhões — o equivalente a 24% do total — e crescimento de 24% na comparação anual. A carne bovina in natura foi o principal produto exportado, com US$ 1,3 bilhão e 231,8 mil toneladas embarcadas para 116 países. As compras dos Estados Unidos avançaram 93% no período.
O complexo soja também registrou forte expansão, alcançando US$ 1,66 bilhão em exportações, alta de 49,4% em relação a janeiro do ano passado. Já o segmento de cereais, farinhas e preparações somou US$ 1,12 bilhão, crescimento de 11,3%.
No recorte por mercados, as exportações para os países da Associação das Nações do Sudeste Asiático (ASEAN) cresceram 5,7%. Emirados Árabes Unidos, Turquia, Filipinas, Japão e Chile estiveram entre os destinos que mais ampliaram as compras de produtos agropecuários brasileiros no mês.
O Mapa também destacou o desempenho de produtos que ampliam e diversificam a pauta exportadora. A glicerina em bruto registrou recorde histórico em valor (US$ 46,9 milhões, alta de 114,9%) e volume. O óleo de milho teve aumento expressivo de 335,8% em valor. Também bateram recorde as exportações de mamão papaia, pargos, cerveja e ovos.
Segundo o ministro Carlos Fávaro, os resultados refletem avanços na área sanitária e nas negociações comerciais conduzidas pelo governo federal, incluindo o reconhecimento do Brasil como livre de febre aftosa sem vacinação e a ampliação do acesso a novos mercados. Desde 2023, o país abriu 535 novos mercados para o agronegócio, sendo 10 apenas em janeiro de 2026.
