Calor eleva consumo de frutas na Capital, mas preços nem sempre caem

Mesmo com maior oferta e aumento da demanda, produtos como a melancia mantêm valores estáveis na Ceasa da capital

Luiz Eduardo Souza
Governo do estado e prefeituras poderiam ajudar a monitorar os preços. Com mais informação sobre cenário da inflação, consumidor decide melhor. (Foto: ac24horas)

As altas temperaturas registradas em Rio Branco têm impulsionado o consumo de frutas, especialmente aquelas associadas à hidratação e refrescância, como a melancia. No entanto, o aumento da demanda nem sempre resulta em queda de preços no atacado, conforme apontam dados recentes da comercialização na Ceasa da capital acreana.

O caso da melancia é emblemático. Apesar do crescimento expressivo da oferta e do consumo, os preços permaneceram praticamente estáveis. Isso indica um equilíbrio entre oferta e demanda, cenário que não ocorre com frequência no mercado hortigranjeiro, onde aumentos de volume costumam pressionar os valores para baixo.

Segundo a análise do mercado, quando a demanda acompanha o ritmo da oferta, os preços tendem a se manter, mesmo em períodos de maior disponibilidade. Esse comportamento reforça que fatores como consumo sazonal, logística e perfil do comprador têm peso significativo na formação dos preços, especialmente em regiões afastadas dos grandes centros produtores, como é o caso do Acre.

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