Vendas de café reagem e preços animam produtores em janeiro

Alta nos contratos futuros impulsiona mercado após período de baixa liquidez

Luiz Eduardo Souza
Decisão foi tomada em dezembro e publicada no Diário da União nesta segunda (5). (Foto: Marcello Casal Júnior/Agência Brasil)

Após um período de negociações restritas no mercado doméstico, o setor cafeeiro voltou a registrar aquecimento nas vendas na primeira quinzena de janeiro de 2026, impulsionado pela alta nos preços e pela necessidade de caixa de parte dos produtores, segundo análise do Centro de Estudos em Economia Aplicada (Cepea), da Esalq/USP.

De acordo com o Cepea, as cotações do café robusta e do arábica — o mais consumido no Brasil — fecharam a R$ 1,2 mil e R$ 2,2 mil por saca, respectivamente. Os valores são considerados positivos e estão dentro dos patamares desejáveis pelos produtores.

O centro aponta que o movimento de alta ganhou força a partir do dia 6 de janeiro, quando os contratos futuros com vencimento em março de 2026 registraram avanço de 1.450 pontos na Bolsa de Nova York (ICE Futures). A valorização no mercado internacional contribuiu diretamente para o aumento do volume de negócios no mercado brasileiro.

Segundo agentes consultados pelo Cepea, com a virada do ano, parte dos agricultores passou a vender café para fazer caixa, o que colaborou para elevar a liquidez no período.

Apesar do cenário de retomada nas negociações, o Cepea alerta que a irregularidade das chuvas em importantes regiões produtoras do país preocupa o setor em relação ao desenvolvimento da safra 2026/2027.

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