Acre tem melhor desempenho exportador do Brasil em 2025

Estado bate recorde histórico e chega a quase US$ 100 milhões em exportações

Luiz Eduardo Souza
Jorge Viana destaca trabalho da equipe da Apex na abertura de novos mercados. Ação é parte do resultado da participação brasileira no mercado global em 2025. (Foto: Assessoria Apex)

Mesmo em um cenário nacional marcado por queda nos preços das commodities, o Acre registrou em 2025 o melhor desempenho exportador do país. A avaliação é do presidente da ApexBrasil, Jorge Viana, que destacou o crescimento histórico das exportações acreanas.

Segundo Jorge Viana, o ano não foi fácil para o comércio exterior brasileiro devido à forte queda nos preços, apesar do aumento do volume produzido no país. Ainda assim, o Acre conseguiu se destacar de forma positiva.

“O ano passado não foi um ano fácil, principalmente por causa dos preços, que caíram muito. Houve aumento no volume das plantações no Brasil, mas com queda de preço. Mesmo assim, o Acre teve o melhor desempenho do Brasil”, afirmou.

Viana destacou que o setor de petróleo tem ajudado a sustentar o desempenho nacional e reforçou a importância do pré-sal para a economia brasileira.

“O petróleo tem ajudado muito. O pré-sal foi descoberto lá atrás, no primeiro governo do presidente Lula, e hoje o Brasil tem todo esse petróleo graças às tecnologias desenvolvidas pela Petrobras. É bom a gente acreditar no Brasil”, disse.

Ao tratar especificamente do Acre, o presidente da ApexBrasil ressaltou que o estado atingiu um patamar histórico nas exportações, nunca antes alcançado.

“A maior exportação do Acre tinha sido em torno de 50 milhões de dólares. No ano passado chegamos a 87 milhões, um recorde histórico. E agora alcançamos 98,9 milhões de dólares. Eu sempre falava em chegar a 100 milhões, e nós praticamente chegamos lá”, destacou.

Segundo ele, o valor supera meio bilhão de reais em exportações, impulsionado principalmente por cinco produtos.

“Passamos dos 500 milhões de reais. Os principais produtos exportados foram a carne bovina, com cerca de 27 milhões de dólares; a soja, com aproximadamente 20 milhões de dólares; a castanha da Amazônia, com 15 milhões de dólares, que faz o dinheiro chegar no pequeno produtor, no seringueiro e no extrativista; além da madeira, que teve crescimento e chegou a 5 milhões de dólares”, concluiu.

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