De acordo com o Boletim Hortigranjeiro de novembro de 2025, divulgado nesta terça-feira, 25, pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), Rio Branco aparece entre as capitais com maior preço para a alface no país. A capital acreana registrou valor médio de R$ 12,66 por quilo, ocupando a segunda posição no ranking nacional.
O preço só não supera o de Fortaleza, que apresentou a maior média entre os entrepostos analisados, com R$ 12,73/kg. O levantamento da Conab destaca que o custo elevado está relacionado, principalmente, a oscilações de oferta ao longo do mês, influenciadas por fatores como clima e logística de abastecimento.
O dado reforça um movimento observado em vários centros atacadistas, onde a alface tem apresentado altos valores devido à redução de volume disponível e à demanda constante, típica da cadeia de hortaliças de consumo diário. Para o Acre, o número acende o alerta para os desafios de abastecimento e para a necessidade de acompanhar de perto a dinâmica de produção regional.

Como produtora de alface, considero importante destacar que a realidade apresentada pela reportagem não reflete o cenário que vivemos no dia a dia. Com a chegada da hidroponia, hoje é possível encontrar um maço de alface sendo vendido por menos de R$ 2,00 nos grandes supermercados. Inclusive, muitas pequenas frutarias acabam comprando nesses estabelecimentos para revender, já que os custos de produção dos pequenos agricultores não conseguem competir com esses valores. É de se estranhar a análise divulgada, pois nesta mesma semana estive de madrugada no mercado Elias Mansur e vi produtores oferecendo alface a R$ 2,00 e R$ 3,00, com bastante oferta disponível. Isso mostra que, na prática, os preços estão bem abaixo do que foi apontado, e que os pequenos produtores acabam ficando sem opção diante de uma concorrência tão desafiadora.