Castanha-do-Brasil tem alta expressiva no Acre, mas extrativistas seguem recebendo pouco

Enquanto produtor recebe cerca de R$ 4,50 por quilo, preço ao consumidor final chega a R$ 100 em São Paulo

Luiz Eduardo Souza
Pesquisadores apresentam medidas de adaptação para manter a sustentabilidade da cadeia produtiva da castanha da Amazônia. (Foto: Ronaldo Rosa/Embrapa)

A castanha-do-Brasil, um dos principais produtos extrativistas do Acre, vem apresentando forte valorização. Em Sena Madureira, por exemplo, o preço da lata — que corresponde a aproximadamente 11 quilos — subiu de R$ 50 para R$ 180 ao longo da safra de 2025, o que equivale a cerca de R$ 16,36 o quilo.

Dados regionais apontam que o Acre foi destaque na valorização do produto, com aumento de 145% entre 2020 e 2021, quando o preço médio passou de R$ 2,60 para R$ 6,40 o quilo. Mesmo assim, os extrativistas continuam recebendo valores muito abaixo do mercado consumidor.

Enquanto no estado os produtores chegam a vender a castanha in natura por apenas R$ 4,50 o quilo, no varejo paulista o mesmo produto alcança R$ 100 por quilo. A diferença de preços expõe as desigualdades na cadeia produtiva, onde quem colhe ainda é o elo mais fragilizado.

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