“ac24horasplay” expõe falta de política de promoção dos mercados públicos

Vídeo do “ac24horasplay” mostra feirantes desassistidos e boxes vazios no Mercado Francisco Marinheiro, o "Mercado da Estação"

Itaan Arruda
Mercado da Estação enfrenta esvaziamento e queda nas vendas por falta de incentivo público. Foto: David Medeiros/ac24horas

O humorista e radialista David Medeiros tem atacado também de repórter. Armado com o microfone do quadro ac24play, ele foi contar a história de quem trabalha no Mercado Francisco Marinheiro, mais conhecido como “Mercado da Estação”.

O vídeo não tinha outra pretensão a não ser mostrar a rotina de quem vive dali. Sempre com um senso de humor afiado, brincalhão, as imagens registradas por ele acabaram revelando outra coisa sem nenhuma graça:

Os cheiros verdes, o couve, o tucupi, tudo caprichosamente ajeitado, hidratado, oferecido para… ninguém. Impressiona como o consumidor sumiu dos mercados públicos. O feirante sente isso na rotina e, claro, no bolso.

E não é possível mirar a metralhadora da incompetência para as redes regionais de supermercados. O consumidor pode ter sumido dos mercados públicos porque não tem sido estimulado a frequentá-los.

É preciso campanhas publicitárias de estímulo ao consumo do produto regional: mangar do time do feirante que perdeu para o Corínthians; pechinchar por um desconto ou até mesmo deixar-se ser enganado pela esperteza de um ou outro vendedor, comer um “quebe” de arroz com pimenta em recipientes de vidros suspeitos são parte da cena que precisa ser conhecida por uma nova geração de acreanos. Tem meninos por aí que nunca viram de perto uma galinha.

A Prefeitura de Rio Branco, na execução da “política agrícola”, está errando de uma ponta a outra: seja na produção (falta de infraestrutura e assistência técnica), seja na comercialização (falta de uma política de preço).

A Seagro andou comprando bancas para feirantes e deixou de cobrar o transporte do produtor até a cidade. Avalia que, com isso, executou um grande feito para o agricultor de base familiar. Ao se contentar com esse resultados, percebe-se porque os mercados públicos estão sendo um teste de resistência a quem vive dali. O feirante dos mercados públicos de Rio Branco é, antes de tudo, teimoso.

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