Não podia haver informação melhor para Paulo Santoyo, da Dom Porquito. A possibilidade de entrar no mercado mexicano foi uma das medidas mais importantes dos últimos tempos para a empresa acreana. Por enquanto, o México vai continuar importando apenas do estado de Santa Catarina. Mas o governo mexicano se comprometeu a reconhecer Acre e Rondônia como Área Livre de Aftosa Sem Vacinação.
“É um mega indicativo. Eles precisam desse produto. Eu tenho certeza de que vão aprovar e vão fazer essa habilitação. Eles precisam desse produto”, afirmou o empresário Paulo Santoyo, da Dom Porquito. “A aproximação com o México está boa. O Trump empurrou o Brasil para isso”.
O Brasil não abriu mercado com essa missão mexicana. Mas ampliou a inserção de produtos a serem comercializados. A contrapartida brasileira será comprar do México atum e derivados, pêssegos e aspargos. Outro ponto comemorado foi o adiamento do fim do Pacote Contra a Inflação e Escassez. Trata-se de um acordo entre os dois países de redução de tarifas de importação para 840 produtos. Esse acordo foi mantido por mais um ano.
O indicativo de que a empresa acreana pode vir a exportar para o México também ainda não provocou mudança no sistema operacional da Dom Porquito. Mas a ampliação da base de produção de suínos no Alto Acre é resumida por Santoyo da seguinte forma. “Está a todo vapor. Estamos nos preparando para atender Chile e Japão. O clima é de entusiasmo”.
O presidente da Agência Brasileira de Promoção das Exportações e Investimentos (Apex), Jorge Viana, participou da missão ao México junto com o vice-presidente da República, Geraldo Alckmin, com o ministro da Agricultura, Carlos Fávaro, e da adida agrícola do Brasil no México, Adriane Cruvinel. Jorge Viana foi um dos principais articuladores para que o Acre e Rondônia fossem incluídos nesse mapa de exportações para o México.