Rio Branco lidera inflação nacional em janeiro com aumento de 0,81%

Habitação e energia elétrica foram os vilões da carestia na capital acreana. Ovos de galinha e arroz aliviaram a pressão inflacionária

Itaan Arruda

A inflação em Rio Branco aumentou 0,81% no mês de janeiro. Foi a maior variação mensal entre todas as capitais do país. Este número é mais que o dobro da média nacional, que ficou em 0,33% no mesmo período, acendendo um sinal de alerta para a economia local e regional.

O Programa de Educação Tutorial Economia (PET Economia), da Universidade Federal do Acre, é o responsável pelo “Monitoramento do IPCA 2026″. O estudo é coordenado pelo professor Rubicleis Gomes da Silva.

“O principal catalisador dessa aceleração inflacionária local foi o grupo de Habitação”, informa o estudo do PET Economia. Foi a maior variação mensal com 2,62%. Isso gerou um impacto de 0,3340 pontos percentuais sobre o IPCA geral de Rio Branco. “Dentro da Habitação, a energia elétrica residencial se destacou como um dos maiores vilões, com um aumento expressivo de 5,34%, contribuindo sozinha com 0,32 p.p. para o resultado final, pesando consideravelmente no bolso do cidadão rio-branquense”, complementa o estudo.

No Brasil, outros segmentos pressionaram a inflação. Ítens como Transportes; Saúde e Cuidados Pessoais; Comunicação puxaram a inflação para cima. “No âmbito dos produtos, a gasolina, apesar de uma variação negativa de 2,06%, teve um impacto positivo de 0,1044 pontos percentuais, devido ao seu elevado peso de 5,07% na cesta nacional, contrastando com o tomate, que teve a maior alta percentual (20,52%) mas um impacto menor (0,0403 ponto percentual), devido ao seu baixo peso (0,20%). O ônibus urbano também contribuiu significativamente com 0,0550 ponto percentual”.

Em Rio Branco, a gasolina, de acordo com o PET Economia da Ufac, teve variação negativa de 2,06%. Mesmo assim, a gasolina contribuiu para a alta da inflação na Capital com 0,1044 ponto percentual, “devido ao seu elevado peso de 5,07% na cesta nacional, contrastando com o tomate, que teve a maior alta percentual (20,52%) mas um impacto menor (0,0403 p.p.) devido ao seu baixo peso (0,20%). O ônibus urbano também contribuiu significativamente com 0,0550 p.p.”.

A segunda capital com maior inflação foi Salvador, com 0,52% e Campo Grande com 0,48%. A capital brasileira com menor variação foi Belém, com 0,16%.

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